O mecanismo de ação do laser se baseia no alvo que vai receber a energia luminosa, transformando-a em calor, ocasionando a desnaturação, coagulação e algumas vezes a vaporização da estrutura.
No caso do laser de diodo usado para epilação (depilação) o alvo é a melanina encontrada na haste do pêlo que leva um aquecimento do folículo com conseqüente propagação do calor para as células mãe agrupada em volta da camada mais externa do bulbo. Para que o tratamento seja eficaz o folículo piloso deve estar na fase anágena (fase de crescimento do pêlo), pois nesta fase há uma maior concentração de melanina no bulbo capilar.
Assim, para um bom resultado é necessário respeitar o ciclo de crescimento do pêlo, que pode variar de acordo com a região do corpo, no intervalo de 4 a 8 semanas. A quantidade de sessões, portanto, vai depender do local a ser depilado e da espessura do pêlo.
Geralmente são necessárias no mínimo 4 sessões para completar o tratamento, e pode haver necessidade de uma manutenção anual.
As principais contra-indicações são: história de cicatriz queloideana, infecção ativa, vitiligo, uso de isotretinoína oral por menos de 2 meses, pacientes ruivos, pêlos claros ou brancos, distúrbios hormonais sem tratamento (pode retornar os pêlos), pacientes bronzeados, aplicação sobre tatuagem e nevo displásico.